O artista sul-africano Brett Murray expôs, numa galeria privada em Johanesburgo, uma pintura que retrata o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, numa pose que lembra uma emblemática imagem do líder comunista Vladimir Lênin. Até ai tudo bem. O que causou a ira de alguns partidários de Zuma foi o fato desse retrato modernista realçar seus dotes viris. O artista desenha Zuma com seu pênis à mostra.
Para alguns, isso foi tratado como desrespeito ao chefe do Estado. Para outros, uma liberdade artística muito compreensível num país que a duras penas conquistou a liberdade social.
Querela à parte, essa obra artística foi depredada por um grupo da juventude comunista.
Diante de tudo isso fica evidente: por vezes, a arte tem um poder político invejável. Estranha-me que a obra tenha sido censurada por jovens comunista. Nada de carolas puritanas ou de líderes religiosos. Jovens que não aprenderam a rir dos poderosos. Sem querer a obra tornou-se mais famosa. Da pequena galeria de Johanesburgo agora ela habita o mundo virtual - por ora ainda democrático!
