- As cidades invisíveis - Italo Calvino
- Jonathan Strange & Mr. Norrell - Susanna Clarke
- O conto da ilha desconhecida - José Saramago
- Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marquez
- O Perfume - Patrick Suskind
- Lavoura Arcaica - Raduan Nassar
- No teu deserto - Miguel Sousa Tavares
- O nome da rosa - Umberto Eco
- O alienista - Machado de Assis
- O deserto dos tártaros - Dino Buzzati
- a máquina de fazer espanhóis - valter hugo mãe
- Poesia Completa - Adélia Prado
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24.12.12
23.5.12
[alhures]...strange e norrell: conhecimento e magia
Terminei a leitura do contagiante "Jonathan Strange e Mr. Norrell", livro escrito pela inglesa Suzana Clarke. Esse calhamaço de livro (são mais de 800 páginas) caiu em minhas mãos por um acaso, corroborando minha teoria de que não somos nós que escolhemos os livros, são eles que nos escolhem.
Aparentemente, pode ser catalogado como mais um livro fantástico, um livro sobre magia inglesa. Mas, na minha opinião é um livro sobre o conhecimento. Sobre o acúmulo e a distribuição do saber. Sobre a mesquinhez e a soberba. Sobre o temor e a coragem.
A autora revisita fatos históricos conhecidos do século XIX e os dá nova interpretação. Ressuscita (ou inventa?) lendas antigas das ilhas bretãs, constrói literaturas, redimensiona geografias. Uma obra que faz jus aos dez anos dedicados pela autora em sua produção.
Um livro que enfeitiça, seduz e amplia as possibilidades da narração. Uma ótima leitura para fazer pensar!
7.1.12
[livros]...privataria tucana, indignação e o silêncio da imprensa
Estou chegando às páginas finais do livro "A Privataria Tucana". O livro é absurdamente didático. Explica, por meio de encadeamento de nomes, de empresas e de paraísos fiscais, as engrenagens criminosas do processo de privatização durante o governo FHC. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. trata de elencar as teias que unem José Serra à uma maquinaria de lavagem de dinheiro, troca de favores, tráfico de influências, espionagem, etc.
Posso resumir em uma única palavra a aventura de ler esse livro: INDIGNAÇÃO. Indignação com a política, com os poderes republicanos, com o sistema financeiro, com as artimanhas jurídicas, com a torre de marfim dos magistrados, com a miopia da população, com as seduções do poder. Indignação com a perversa e promíscua relação entre público e privado que impera no Brasil.
Outras investigações devem ser feitas. Muitos outros piratas (das mais variadas siglas partidárias) permanecem fazendo pilhagem no tesouro nacional. Se as instituições republicanas fossem realmente sérias, levariam todas essas denúncias ao foro jurídico. Se a imprensa fosse realmente neutra e investigativa, levaria a cabo uma pesquisa de esclarecimento. Temo que tudo "acabe em pizza". Desta forma, sou forçado a acreditar que no Brasil a noção de cidadania é regida pelas máximas: "cada um se vira como pode", "antes ele do que eu", "sempre se dá um jeitinho"!
PS'. Como a grande imprensa nacional pode se manter em silêncio diante de um debate tão importante para o país. A imprensa está a serviço de quem?
PS". Esta semana, fiz uma queixa a ombudsman da Folha de São Paulo sobre o silêncio do jornal diante de um livro que já é um fenômeno editorial. Recebi um gentil e-mail da ombudsman (Suzana Singer) indicando uma coluna de sua autoria, na qual manifesta as reclamações de leitores sobre o silêncio da Folha sobre o caso em questão.
PS"'. INDIGNAI-VOS!!!
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