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26.3.13

[coisas que vejo]...a evangélica sádica

Alguém disse uma vez que o Brasil não é um país sério: Um lugar onde prostitutas sentem prazer e cafetões se apaixonam. Nunca conheci um país que fosse sério, mas o populacho permanece soltando comentários risíveis em espaços de comentários do G1 ou do UOL.
Seguindo a prosa, existem coisas que não estamos muito acostumados a ver. Num trem em Bruxelas vi uma muçulmana (de véu e tudo) aos amassos com um rapaz. Aqui no Brasil, igualmente num trem, vi uma evangélica - obviamente com suas longas madeixas dispostas em coque e sua igualmente longa saia de brim - lendo o picante Cinquenta tons de cinza. Safadinha. Logo estará ingressando num Marquês de Sade, sem que o pastor saiba.
Somos presos a esteriótipos: quem conseguir que os quebre!

14.10.12

[coisas que vejo]...a vida em festa

A cidade parece dura, asfáltica. São Paulo em feriados prolongados torna-se uma festa. Esses artistas de rua, que o Kassab queria extinguir, enfeitam as ruas com um novo colorido. Se Hemingway tivesse conhecido a Paulicéia o título de seu livro não seria para Paris, seria para "São Paulo é uma festa"!

17.9.12

[coisas que ouço e vejo]...falando de nordestinos

Café da manhã no McDonalds da Praça da República. Duas mulheres chegam e reclamam das bandejas empilhadas sobre a mesa. Uma dispara: "Essa bagunça deve ser coisa de nordestino!"
Prontamente, retruco em voz alta e digo que aquilo é preconceito. Ela fica totalmente sem jeito. Entre desculpas esfarrapadas, diz que eu não pareço nordestino pois minha cabeça não é chata (nova investida do preconceito) e que tudo não passava de uma brincadeira pois ela era maranhense.
Essa senhora com suas brincadeiras perigosas não sabe o poder que os discursos possuem, desconhece os avassaladores efeitos do preconceito.

25.2.12

[coisas que vejo]...no trem: freud explica!

Uma família: pai, mãe, filho e filha. O menino elétrico, de aproximadamente 4 anos, para o desespero dos pais, solta-se da proteção e tenta andar sozinho pelo trem. A menininha, de pouco mais de um ano, apenas ri, na segurança do colo do pai. Os pais trocam beijos. O menino azucrina e puxa os cabelo da mãe. Esta, reclama e toma a filhinha para dar mamar no peito. O menino tornasse só choro. Quer atenção. No colo do pai só esperneia. Faz com que a mãe para de dar de mamar à irmãzinha e o tome no colo. Somente assim, a paz se restabelece.
Se Freud frequentasse os transportes coletivos suburbanos explicaria esse ciúme desesperado: é o complexo edipiano que ainda não conheceu sua fratura!

16.12.11

coisas que vejo: crianças de coleira...




Esses dias escrevi sobre a humanização dos cuidados dos cães. Agora posso falar sobre a domesticação dos humanos: eu e outros transeuntes ficamos pasmados com uma mãe conduzindo seu filhinho com uma espécie de coleira. Todos olhavam com um misto de curiosidade, estranheza e indignação. Isso pode ser moda no Japão, na Europa ou no raio-que-o-parta... mas é uma moda muito horrível.



29.11.11

coisas que vejo: caixas de papelão, ambulantes e economia...



Vi, num desses tele-noticiários especializados em economia que um dos critérios para medir a atividade industrial é a produção de papelão ondulado. Isso mesmo, aquele papelão das caixas de televisores, máquinas de lavar, etc. A lógica é assustadoramente simples: se aumenta a produção de papelão quer dizer que mais caixas estão sendo feitas para mais produtos que estão sendo produzidos pela indústrias de um determinado país. Parece que no Brasil ainda se produz muitas e muitas caixas... é o que imagino!

Ontem, assistindo um noticiário da RAI, fiquei sabendo que o país da bota pode receber - após a saída do patético-midiático Berlusconi - um empréstimo tampão recorde do FMI - uma bagatela de alguns bilhões de euro. Nada de inusitado numa crise que derruba um país atrás do outro, como se fossem peças de dominó. Esse empréstimo poderia fazer parte do roteiro de um filme intitulado Aspettiamo la bancarota


Fiquei impressionado com as previsões europeias: uma crise que se estenderá até 2015!   E alarmado: "socorro!", temos imensas dívidas para pagar agora que nos tornamos um país play-ground global com a Copa2014 e a Olimpíada2016!

Mas o que crise, economia e caixas de papelão tem a ver? Não sou economista. Sou curioso e observador! O meu critério de análise da conjuntura econômica internacional é bem mais bairrista e modesto. Explico melhor: ao lado da estação Parada Inglesa do metrô tem uma ruazinha apertada, é um ponto de embarque e desembarque de que vem de carro para pegar o metropolitano. No início do ano, só tinha uma barraquinha de cachorro-quente. Agora, multiplicaram-se barracas de comidas, de filmes piratas, de produtos Made in China. Das duas uma, ou o micro-negócio está florescendo, ou a crise brava está batendo a nossa porta! Creio mais ser o segundo caso. Olha a loucura que virou o bairro do Brás: episódicos focos de guerrilha civil e vandalismo, enfrentamento constante entre vendedores ilegais, lojistas e a nossa PM (que dispensa apresentações).

19.11.11

coisas que vejo: god on trial


Não é mais um filme sobre a Shoah, sobre os campos nazistas, sobre a miséria humana! É um filme impactante: sofrimento, sacrifício e divindade num debate de esperanças a beira do caos!

God on Trial (Jugalmento de Deus) - 2008

15.11.11

coisas que vejo: o metrô e o amendoim

Metrô de São Paulo. Linha Azul. Sentido Jabaquara. O cara entra no vagão vazio, escolhe um lugar e senta-se. Nitidamente largado, com a tecla f... acionada retira da mochila um saco de amendoim. Descasca-os ali mesmo e joga tudo no chão.

Não precisa falar mais nada!