Em plena campanha eleitoral de 2010, surgiu um vídeo-viral, possivelmente feito por partidários de José Serra, que enumerava prognósticos assustadores para um possível governo de Dilma Roussef: inflação, perseguições de adversários, perda de popularidade, rompimento com aliados e impeachment. Esse vídeo apresentava Serra como o Herói da Pátria, alguém forçado a um novo exílio nos EUA, um homem público organizador de um movimento de resistência ao estilo De Gaulle. Apresentava o fechamento da Folha, do Estadão, da Globo, da Veja. Mostrava o Brasil em franca queda de confiança internacional e em eminente caos social. Apontava São Paulo como o estado perseguido pela tirânica presidenta.
Passado mais de um ano do governo da primeira mulher presidenta do Brasil, o Ibope liberou resultados de recente pesquisa que apresenta recorde de popularidade por parte de Dilma Roussef (77% de aceitação).
Ora como são as coisas: Globo, Veja, Folha e Estadão continuam prestando seus desserviços à democracia, as instituições republicanas permanecem estáveis (apesar dos recentes deslizes do Judiciário), Serra não tornou-se Salvador da Pátria e sim um oportunista eleitoreiro (novamente usando a Prefeitura de São Paulo como escada), Alckmim não tornou-se um líder paulista em prol da democracia e da resistência aos poderes totalitários, a importância política e econômica do Brasil tem aumentado no cenário internacional, etc., Lula não rompeu com Dilma (no entanto, anda vergonhosamente estabelecendo alianças com Maluf).
Ainda muita coisa deve ser feita: persiste a corrupção, a despolitização dos cidadãos, os gastos absurdos do dinheiro público, etc. Mas, por sorte ou competência, os vaticínios pessimistas não ocorreram.
Abaixo o vídeo Dilma 2012 - O fim está próximo!