26.6.12

[devaneios tolos]...democracia falaciosa e revolução sanguinária

Gostaria de conhecer quem inventou o slogan: "Eleições, a festa da democracia". Falar bem a verdade, acho que faria questão de ignorá-lo, com um resquício de indignação e ressentimento. De fato não vivemos numa democracia. Nem os gregos viveram na democracia. Isso é tudo invenção dos iluministas do século XVIII (que depois se engalfinharam - até a morte - na revolução da liberdade, igualdade, fraternidade e cabeças guilhotinadas).
Talvez alguns vivam nesta festa da democracia, enriquecendo com o suor do povo, gastando dinheiro por todos os lados, trocando favores e poderes. Esses sim podem festejar, e festejam muito! Nós, pobres mortais, distantes das esferas de comando, somos lembrados em tempos de eleições, somos convidados para festas, inaugurações e comícios falaciosos. Tudo em nome da famigerada democracia. De fato, somos governados por quadrilhas (ora vermelhas, ora azuis, ora quase transparentes que, nem ao menos se guilhotinam), somos governados por gangues de marginais que usam os palácios governamentais para negociar tudo. Quando digo tudo, é tudo mesmo!
Quando vejo o Lula abraçar o Maluf (e tudo o que esse senhor significa), o Serra ter a cara-de-pau de concorrer à prefeitura de São Paulo depois de trocar várias vezes de galho, a Soninha anunciar sua candidatura já flertando o Serra (e otras pequeñas cosas) fico indignado.
Ficamos escandalizados com os levantes no Egito: pelo menos o povo saiu - de alguma forma - da pura indignação. Talvez a democracia não seja o remédio para aquele país, talvez a democracia seja o mal menor para nossa terra tupiniquim. É certo que o casamento entre democracia e capitalismo já não mais existe. Uma nova forma de governo deve ser inventada, construida - coletivamente. No entanto, que os mais sensíveis me perdoem, a história já nos ensinou que mudanças só são possíveis com revoluções (não reformas) e que as revoluções se alimentam de sangue.