Passaporte e identificador de bilhete devidamente separados. Livro - bem grosso por sinal - já escolhido para uma viagem ao exterior. Malas, remédios tudo na mais perfeita ordem.
Hora de partir: esqueço o livro no banco do carro (ou teria sido no quarto ou numa banco do saguão do aeroporto?!?).
Visito a livraria do aeroporto de Cumbica. É nessas horas que percebemos como são horríveis. Cheias bugigangas, biografias inúteis e livros de auto-ajuda.
Resta apenas tomar um café e lamentar. Amaldiçoar os céus. Contentar-se com alguns artigos gravados no HD do notebook. Aceitar a abstinência de leitura que se seguirá.
Nada que estrague a viagem... mas ela poderia ser bem melhor com meu exemplar recém comprado do Ulysses de Joyce.