Os antigos gregos celebravam nas Olimpíadas a perfeição do corpo masculino. Ofereciam aos deuses os melhores, os mais fortes e ágeis. Era uma luta entre as cidades-estado, era uma festividade religiosa.
Quando o barão de Coubertin recuperou os antigos jogos olímpicos, no final do século XIX, acreditava na união dos povos, no espírito de superação e fraternidade: Citius, Altius, Fortius. No início uma festa tímida. Atualmente a maior celebração do esporte mundial. Para além de toda guerra mercadológica, para além dos superfaturamentos nas construções de estádios, para além das intrigas governamentais: resiste algo de fraterno. Podemos ser mais velozes, saltarmos mais alto e sermos mais fortes, eis o desafio lançado.
Medalhas são sempre bem vindas. No entanto, ser um atleta olímpico já é um grande prêmio. Ver o encerramento de uma Olimpíada (jamais esquecerei de Barcelona 92 e Moscou 80) é sempre uma emoção. Imaginar que a chama olímpica será acesa, da próxima vez, em terra brasileira é um desafio e um orgulho.
Que venham os sorrisos e as lágrimas.
