Carrego muitas promessas em minhas costas. Algumas feitas no mais insano desespero, outras no auge da paixão, outras na mesmice do cotidiano.
Faço promessas! Acho que continuarei a fazê-las. Sou um memorioso, um ser que acredita em compromissos firmados, em votos proferidos, em promessas feitas. No entanto, as promessas são estranhas formas de querer permanecer querendo o que já foi querido, são estranhas formas de prisões futuras.
Mas, nossos corações são tão inconstantes, itinerantes e fugidios. Prometemos na tentativa de deter essa mutabilidade, prometemos na ânsia de sermos o que somos, prometemos porque tememos o futuro.
Quem garante a durabilidade das promessas? Não sei. Apenas sei que continuarei prometendo e descumprindo as promessas feitas: é doloroso? Sim! É correto? Não sei! Mas, essa é a vida.