Acompanhado de um amigo fiel cheguei pela tarde em Lumina. Ficamos hospedados no andar superior de uma pequena taberna de estrangeiros, nos arredores da cidade. Já instalados, tratamos de comer alguma coisa e analisar os imprecisos mapas dessa cidade que é a capital do mundo.
Lumina é uma cidade dos sonhos. Todos já sonharam com ela, todos já viram sua torre e sua catedral antes mesmo de pisar em seu solo de pedra e vislumbrar seu onipresente rio. É uma cidade conhecida por todos e por ninguém. Uma cidade de luzes e trevas, de conhecimentos e ignorâncias. Uma cidade sedutora como a morte.
Ao perambular por suas largas avenidas - com comerciantes de todos os cantos do mundo - e por suas vielas, dei de cara com locais habitados pelo pirata Florence, que tanto admiro e venero.
Diante da imensa torre desta cidade tive, como poucas vezes em minha vida, a sensação de êxtase.
Diante da imensa torre desta cidade tive, como poucas vezes em minha vida, a sensação de êxtase.
Parti de Lumina carregado de sentimentos.Com os olhos carregados de beleza. Essa é uma cidade perigosa, não é uma cidade para se habitar, é uma cidade de forasteiros, de estranhos estrangeiros sem raízes. É uma cidade de todos e de ninguém. Uma cidade de sonhos, apenas de sonhos desprovidos de realidade.
