Olhando a cidade do alto, desde o vigésimo segundo andar, tudo parecia calmo e silencioso. No entanto, algo a impedia de pegar o elevador, descer e enfrentar a cidade fria. Um desejo de ficar ali, distante de todos, dos ruídos dos carros, do vento outonal, dos olhares estranhos.
Sua vida havia se tornado uma torre de vigilância, uma ilha deserta num mar de desconhecidos, uma insignificante fagulha, um fugidio gesto, aceno: um adeus.