O Movimento do Passe Livre (MPL) tem mostrado sua cara nas recentes manifestações pelas ruas das grandes cidades brasileiras. Cidadãos protestam contra o aumento nas passagens de ônibus, contra a falta de sérias políticas públicas para a locomoção urbana. Protestam num estado de direito, numa democracia constitucional: um legítimo ato de cidadania e posicionamento político.
No entanto, diante de vandalismo inconsequentes - como os mostrados nas manifestações paulistanas - fica uma pergunta no ar: Qual o limiar entre protestos democráticos e frenesi vândalo?
Escrevo este post tomado pela perplexidade do quase linchamento de um policial. Alguns dirão que a polícia também espanca os manifestantes, outros dirão que a luta está nas ruas, que a massa é incontrolável. Mas, será que a vingança violenta é realmente a solução para uma causa de importância coletiva?
Talvez as reivindicações do MPL sejam justas. É certo que os poderes públicos pouco ou nada nos representam, que fazem descaso com o transporte coletivo, que privilegiam elites. No entanto, misturados com nobres causas estão também vândalos, rebeldes de modismos, alienados políticos. Não creio que esse tipo de derramamento de sangue (seja de que lado for) irá produzir adesão social para a causa proposta pelo auto-denominado movimento horizontal do passe livre.
PS: Outras agressões contra manifestantes, repórteres e cidadãos em geral devem ser igualmente repudiadas.
PS: Por trás de toda capa de civilidade e de adestramento esconde-se um animal selvagem: o homem!