Ele fuçava todos os dias seu perfil no Facebook. Acredita que aquela engenhoca seria a solução para seus problemas, para sua solidão. Acreditava que a virtualidade era real. Comunicava-se com todos, contava sobre vidas imagináveis. Postava fotos tomadas de sites russos e manipuladas digitalmente. Contava vantagens, inventava viagens e compras.
Certo dia alguém virtual bateu sua porta real. Titubeou para atender, teve calafrios e lágrimas. Fingiu que não estava em casa. A realidade era muito dura: aceitou a realidade solitária e deletou sua conta no famigerado site de colecionadores de amigos imaginários.