O seu armário aberto era um convite para o pecado: bolsas, sapatos, sandálias, camisetas, calças. Tudo numa quantidade desmedida. Horas e horas de escolhas. Combinações insinuantes. Recombinações. Olhares excessivos em espelhos. Tudo tão cansativo, tão desnecessário, tão superficial.
Saia de seu apartamento sempre com um gostinho de que deveria ter escolhido melhor o look. De que deveria ter caprichado mais na maquiagem. Uma vida de glamour, uma existência em frangalhos.