4.8.09

novas cidades invisíveis: paulimeia

Existem dias em que a chegada a Paulimeia torna-se impossível. O rio que a serpenteia lança suas águas sobre os domínios terrestres impondo perigos à vida do viajante. Por vezes, uma densa nuvem de fuligem cobre o céu, prenunciando o fim dos tempos. Pauliméia é uma cidade para poucos e para ninguém. Um misto de ódio e amor povoa os ares desta imensa rede de estranhos: todos querem sair de seus tentáculos, todos querem se embrenhar cada vez mais. Paulimeia é um lugar de enfeitiçados.
Suas ruas naves metálicas de todos os tamanhos disputam os espaços quase inexistentes. Pedestres brotam do solo como formigas. Ali tudo se vende, tudo se compra, tudo se perde e se acha!
Para um viajante inexperiente, as torres desta cidade podem amedrontar.
Longe de toda loucura da desvairada Paulimeia, escondem-se pequenas cidadelas no seu interior. Outros idiomas e outras culturas preservam-se à sombra de todo desvario!
Paulimeia é uma cidade de excessos. Uma cidade de todos e de nenhum. No seu monumento central encontra-se encravada na pedra sua suprema máxima: "Ou me ame... ou me deixe!"